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| 04 de Fevereiro de 2026 | Economia Desportiva, Asset Management & Risco Financeiro — NGOMA Financeira |
A iminente saída de Jota, antigo jogador do Benfica, rumo ao futebol turco, com Istambul como destino provável, representa um caso paradigmático de volatilidade na gestão de ativos desportivos. O avançado foi adquirido pelo Al-Ittihad por 53 milhões de euros, num contexto de forte inflação do mercado saudita.
Contudo, a chegada de Karim Benzema alterou o equilíbrio competitivo, tático e financeiro do plantel, relegando Jota para um papel secundário. Do ponto de vista contabilístico, o clube passou a deter um ativo de elevado custo de aquisição, mas com utilidade desportiva reduzida, pressionando o seu balanço e a gestão de liquidez.
Transferências como estratégia de recuperação de capital
Em mercados altamente especulativos, como o futebol de elite em 2026, a capacidade de converter ativos imobilizados em liquidez tornou-se um fator crítico de sustentabilidade financeira. A transferência de Jota para a Turquia surge como uma tentativa de mitigar perdas e preservar o cash flow operacional do clube saudita.
Para o jogador, a mudança envolve mais do que rendimento desportivo. Trata-se de uma reorganização completa da sua estrutura de wealth management, incluindo fiscalidade internacional, direitos de imagem e planeamento patrimonial de médio e longo prazo.
Seguros, blindagem jurídica e preservação de património
A segurança financeira de atletas avaliados em dezenas de milhões depende cada vez mais de instrumentos de mitigação de risco. Em 2026, seguros de perda de valor de mercado e cláusulas de proteção contratual tornaram-se práticas comuns para preservar o net worth dos jogadores e dos investidores envolvidos.
A inflação artificial do mercado saudita criou ativos de difícil escoamento. Especialistas em gestão de fortunas e compliance contratual recomendam a blindagem jurídica rigorosa, garantindo que empréstimos ou vendas não comprometam rendimentos futuros nem exponham atletas a riscos fiscais ou reputacionais.
Liquidez acima do valor nominal
O caso Jota demonstra que, no futebol moderno, o valor nominal de aquisição — neste caso, 53 M€ — é secundário face à liquidez real do ativo e à sua capacidade de gerar retorno desportivo e financeiro ao longo do tempo.
Para clubes, investidores e jogadores, a lição é clara: a estabilidade financeira depende de decisões rápidas, baseadas em gestão de risco, performance e visão patrimonial integrada. Em 2026, futebol e finanças tornaram-se indissociáveis.
Nota de conformidade: Os termos finais da transferência estão a ser negociados sob monitorização jurídica, fiscal e financeira internacional.








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