Raquel Coelho, apontada como namorada de Maycon Douglas, voltou às redes sociais com um texto impactante após a morte do jovem de 25 anos, cujo corpo foi encontrado na Praia do Sul, na Nazaré. A jovem expôs as várias mensagens de ódio que recebeu, afirmando estar a viver "a pior fase" da sua vida.
"Exponho isto para mostrar como é fácil falar atrás de um ecrã. Difícil é colocar-se no lugar de quem recebe essas palavras, sobretudo quando já se está no limite", começou por escrever Raquel.
"Estou a viver a pior fase da minha vida. Perdi a pessoa que amo. Uma dor real, profunda, que não se discute nem se valida com opiniões externas. Ainda assim, tenho recebido mensagens de ódio e julgamentos cruéis, construídos a partir de suposições, narrativas mediáticas e certezas que não correspondem à verdade", acrescentou.
Raquel alertou ainda para o impacto das palavras: "Assusta-me a facilidade com que se acredita em tudo o que se diz na comunicação social e assusta-me ainda mais quando essas 'certezas' são afirmadas com frieza e arrogância por pessoas com estatuto e visibilidade pública, que sabem perfeitamente o impacto das suas palavras e escolhem usá-las sem empatia, sem cuidado e sem verdade. Isso não é autoridade, é irresponsabilidade".
A jovem recordou que mensagens de ódio e assédio online não são apenas cruéis, mas também criminais: "Enviar mensagens de ódio, assediar, ameaçar ou incitar ao ataque através da internet não é 'opinião' - é crime. A liberdade de expressão não protege a crueldade, o assédio, nem a violência psicológica. Palavras têm consequências, também legais".
Raquel concluiu de forma emotiva: "Não vou justificar a minha vida, nem o meu amor. Quem sabe, sabe. Sou uma sortuda, estou rodeada das melhores pessoas do mundo e tenho uma rede de apoio forte e presente mas nem toda a gente tem. Palavras como estas, ditas com ódio ou leviandade, podem empurrar alguém que já está no limite para decisões irreversíveis. Decisões como as que tiraram o Maycon deste mundo. Antes de escreverem, pensem. E se não forem capazes de pensar, remetam-se ao silêncio".







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