O crédito habitação representa, para a maioria das famílias portuguesas, o maior compromisso financeiro de longo prazo. Em 2026, com sinais de estabilização da taxa Euribor após um período de elevada volatilidade, torna-se essencial rever as condições dos contratos em vigor e analisar cuidadosamente as novas propostas apresentadas pelos bancos.
Mais do que olhar para a taxa de juro nominal, o verdadeiro custo do empréstimo está refletido na TAEG, que inclui seguros obrigatórios, comissões bancárias e despesas associadas à manutenção de conta. Pequenas diferenças nestes custos podem traduzir-se em milhares de euros ao longo do prazo total do financiamento.
A negociação com as instituições financeiras exige preparação e informação. Em muitos casos, a transferência do crédito para outro banco permite reduzir significativamente o spread e gerar poupanças mensais relevantes, que podem ultrapassar os 100 euros, dependendo do capital em dívida e do prazo remanescente.
O recurso a simuladores independentes e a intermediários de crédito certificados é uma estratégia eficaz para comparar propostas e aumentar o poder negocial. Atualmente, os bancos tendem a premiar clientes com estabilidade profissional, baixo nível de endividamento e uma taxa de esforço controlada, oferecendo spreads mais competitivos como forma de fidelização a longo prazo.







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