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Provas sobre morte de banqueiro português em Moçambique podem estar em risco



As circunstâncias da morte de Pedro Ferraz Reis, cidadão português e administrador do Banco Comercial de Investimento (BCI) em Moçambique, continuam envoltas em incerteza. Especialistas alertam que elementos fundamentais para o apuramento das causas do óbito poderão vir a ficar comprometidos.

Pedro Ferraz Reis foi encontrado sem vida na passada segunda-feira, dia 19, nas casas de banho do Hotel Serena Polana, uma unidade hoteleira de luxo situada na cidade de Maputo. O corpo deverá ser transladado para Portugal no início da próxima semana, segundo informações disponíveis.

No entanto, a possibilidade de realização de uma segunda autópsia, caso venha a ser solicitada pela família, levanta preocupações no plano técnico e pericial. De acordo com especialistas em medicina legal, a eficácia desse procedimento depende de forma decisiva das condições de preservação do cadáver.

Duarte Nuno Vieira, antigo presidente do Instituto de Medicina Legal, explica que uma nova perícia médico-legal é sempre menos precisa do que a primeira. “Se o corpo não estiver devidamente preservado, sobretudo em ambiente refrigerado, os condicionalismos podem ser determinantes e comprometer conclusões”, alerta.

O especialista sublinha ainda que o estado de conservação do corpo é essencial para a recolha de vestígios que permitam esclarecer as circunstâncias da morte, sobretudo quando subsistem dúvidas ou quando existem versões contraditórias em análise.

As autoridades continuam a acompanhar o caso, enquanto se aguarda o desenvolvimento dos procedimentos legais e forenses que poderão ser decisivos para determinar as causas da morte do administrador bancário português em Moçambique.

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