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O carro de Maycon Douglas continua no fundo do mar: operação pode custar milhares e seguradora está no centro da decisão

 


O caso de Maycon Douglas continua a gerar impacto não apenas emocional, mas também financeiro e legal. A viatura do DJ permanece submersa a cerca de seis metros de profundidade, junto ao Forte de São Miguel Arcanjo, na Nazaré, levantando uma questão crucial: quem vai pagar a complexa operação de remoção?

Segundo informações divulgadas pela TV 7 Dias, uma primeira tentativa de retirada do automóvel chegou a ser planeada, mas acabou cancelada por falta de condições de segurança. O local exato — muito próximo das rochas — aumenta exponencialmente os riscos técnicos, o tempo de intervenção e, consequentemente, os custos da operação.

Fontes ligadas às autoridades admitem que a responsabilidade poderá recair sobre a seguradora, caso a apólice cubra acidentes em meio marítimo. Caso contrário, o encargo poderá ser transferido para a família ou até para entidades públicas, cenário que abre espaço a disputas legais e pedidos de ressarcimento.

A solução técnica em cima da mesa envolve uma operação subaquática especializada. “Os mergulhadores terão de confirmar primeiro se o carro permanece no mesmo local ou se foi deslocado pelas correntes”, explicou uma fonte oficial.

“Se houver condições, serão insufladas bóias no interior da viatura para permitir que emerja. Depois, poderá ser retirada pela praia ou rebocada por mar até à doca de pesca”, acrescentou. Este tipo de operação pode facilmente atingir vários milhares de euros, dependendo do tempo de mergulho, meios envolvidos e riscos para os operacionais.

As autoridades admitem que já existiram casos semelhantes, mas sublinham que nunca um veículo ficou tão próximo das rochas, o que aumenta a probabilidade de danos ambientais, agravando ainda mais os custos e responsabilidades financeiras.

Recorde-se que Maycon Douglas esteve desaparecido desde a madrugada de 31 de dezembro, tendo o corpo sido encontrado apenas a 7 de janeiro, na Praia do Sul. A causa da morte foi determinada como afogamento.

Para além do drama pessoal, o caso mantém-se sob forte atenção mediática, com potenciais implicações em processos judiciais, seguros, responsabilidades civis e eventuais pedidos de indemnização, num dossiê que continua longe de estar encerrado.

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