Questionado sobre as expetativas antes do duelo com a formação orientada por Luis Enrique, José Eduardo foi direto: “Primeiro, não esperava. Segundo, a vitória só é justa porque sou do Sporting, porque de resto não. Eles foram e são muito melhores do que nós. Isso é indiscutível. Agora, obviamente, fiquei feliz, mas o futebol é assim… é sempre possível”.
No plano mais tático, o ex-futebolista destacou as dificuldades sentidas pelos leões face ao ritmo da prova milionária: “Nós temos um handicap muito grande em Portugal, que é o nível da nossa Liga. Durante o jogo isso veio ao de cima. Tivemos imensa dificuldade em passar do meio-campo. O ritmo é diferente e a diferença é grande”.
Entre os destaques individuais do Sporting, Luís Suárez mereceu elogios pela capacidade de segurar jogo nos momentos de maior pressão: “Quando estamos atrapalhados, metemos a bola para a frente e ele consegue aguentar, porque sabe usar o corpo. É um jogador a sério. Tivemos quatro ou cinco chegadas à área deles e criámos perigo sempre. Em duas delas fomos felizes e ganhámos”.
Relativamente ao trabalho de Rui Borges, José Eduardo deixou uma reflexão crítica sobre a volatilidade do futebol português: “Se ganhou, é um génio. Amanhã, basta as coisas não correrem tão bem, já passa a ser uma besta. Vi grandes ídolos do Sporting a chorar porque se sentiam maltratados pelos adeptos. Futebol é momento”.
Sobre a luta pelo título nacional, o antigo jogador reconheceu o mérito do FC Porto, mas acredita que o campeonato continua em aberto: “O Sporting não está a fazer um mau campeonato. O Porto é que está a fazer um campeonato extraordinário. Acredito que eles vão vacilar. Se ganharmos no Dragão, eles tremem. Qualquer equipa treme”.
Enquadramento de mercado: A vitória europeia frente ao PSG reforçou a visibilidade internacional de vários jogadores do Sporting, com especial destaque para Luís Suárez, cujo perfil físico e rendimento competitivo têm despertado atenção no mercado. As boas prestações na Liga dos Campeões continuam a ser um fator-chave na valorização dos ativos leoninos e em potenciais cenários de venda futura.







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