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Depressão Marta expõe risco financeiro elevado em Portugal: seguros, bancos e património sob pressão



A depressão Marta, agora classificada como sistema ciclónico severo, está a provocar um impacto financeiro significativo em Portugal, com danos materiais, falhas de infraestruturas críticas e milhares de famílias em situação de risco patrimonial. Este cenário coloca em destaque a importância dos seguros multirriscos habitação, do crédito bancário de recuperação e da gestão de risco climático num contexto de instabilidade económica crescente.

Com ventos superiores a 100 km/h, cheias, derrocadas e cortes prolongados de energia e água, a depressão Marta está a gerar custos elevados para seguradoras, autarquias, empresas e particulares. O aumento das ocorrências ativa cláusulas de cobertura de danos por fenómenos naturais, pressionando prémios, franquias e tempos de indemnização.

Segundo dados da Proteção Civil, mais de 1.163 pessoas foram deslocadas ou realojadas, enquanto milhares de habitações apresentam danos estruturais, infiltrações, quedas de telhados e colapso parcial de muros e vias. Para muitas famílias, a ausência de seguro adequado representa um risco financeiro extremo e potencial endividamento de longo prazo.

O setor bancário acompanha com atenção esta crise, uma vez que imóveis hipotecados afetados por fenómenos climáticos aumentam o risco de incumprimento de crédito à habitação. Bancos com forte exposição imobiliária estão a reforçar linhas de financiamento para reconstrução e obras urgentes.

Áreas de maior risco financeiro e patrimonial afetadas

  • Grande Lisboa – cheias urbanas, colapso de drenagens e prejuízos em comércio e habitação;
  • Península de Setúbal – ventos fortes, danos em telhados e cortes energéticos;
  • Oeste (Torres Vedras, Mafra, Lourinhã, Alenquer) – deslizamentos de terras e habitações em risco;
  • Distrito de Leiria – elevado número de imóveis danificados e falhas elétricas;
  • Coimbra (bacia do Mondego) – risco de cheias com impacto direto no valor imobiliário;
  • Douro e Norte Litoral – agitação marítima, infraestruturas portuárias e ferroviárias afetadas.

Melhores seguradoras portuguesas para períodos de fenómenos extremos

  • Fidelidade – referência em seguros multirriscos habitação e empresariais;
  • Tranquilidade / Generali – soluções robustas para danos climáticos;
  • Ageas Portugal – cobertura alargada para cheias e tempestades;
  • Zurich Portugal – forte presença em seguros patrimoniais;
  • Allianz Portugal – proteção de ativos imobiliários e industriais.

Bancos que apoiam financiamento de recuperação e obras

  • CGD – linhas de crédito para reabilitação e emergência habitacional;
  • Millennium BCP – crédito obras e reforço de garantias;
  • Banco Santander – soluções de financiamento pós-sinistro;
  • Novobanco – apoio a famílias e empresas afetadas;
  • BPI – crédito habitação com extensão para reabilitação.

Eventos climáticos extremos como a depressão Marta reforçam a necessidade de uma estratégia financeira preventiva, com seguros adequados, avaliação de risco imobiliário e planeamento bancário sólido. Num cenário de alterações climáticas, o custo de não estar protegido pode ser financeiramente devastador.

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