Autor de mais de um milhão de livros vendidos, Pedro Chagas Freitas continua a usar as redes sociais como extensão do seu universo literário, partilhando pensamentos profundos sobre temas universais como a dor, a ausência e o luto.
Na manhã deste sábado, 10 de janeiro, o escritor recorreu ao Instagram para revisitar um texto seu dedicado à perda de quem se ama. Numa reflexão intensa e emocional, Pedro Chagas Freitas afasta a ideia de que o luto seja um processo de superação.
Na sua partilha, defende que a morte não se “ultrapassa”, nem se resolve com frases feitas ou fórmulas de autoajuda. Pelo contrário, a ausência instala-se no quotidiano e passa a coexistir com quem fica, transformando rotinas, gestos e até a forma de respirar.
O escritor compara a perda a uma ferida permanente: aprende-se a continuar, mas nunca sem marcas. Viver após a morte de alguém próximo implica reaprender tarefas simples, lidar com silêncios inesperados e aceitar que a alegria pode surgir acompanhada de culpa.
Pedro Chagas Freitas deixa ainda um apelo a quem tenta confortar quem sofre: evitar promessas de que “o tempo cura tudo” ou de que um dia a dor desaparecerá. Para o autor, o vazio não se apaga — aprende-se, isso sim, a conviver com ele.
A reflexão termina com uma nota agridoce: amar alguém é aceitar que nunca mais se ficará completamente inteiro, mas também reconhecer que esse amor impede a solidão absoluta, mesmo nos dias mais difíceis.








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