O Vitória de Setúbal está de luto pela morte de Carlos Cardoso, uma das maiores figuras da história do clube sadino, que faleceu este sábado, aos 80 anos.
Antigo jogador, capitão e treinador, Carlos Cardoso representou o emblema do Bonfim durante mais de cinco décadas, tornando-se uma referência incontornável da identidade vitoriana. Enquanto futebolista, cumpriu toda a carreira ao serviço do Vitória de Setúbal, entre 1964 e 1977, período em que alcançou o ponto mais alto com a conquista da Taça de Portugal de 1964/65, numa final histórica vencida por 3–1 frente ao Benfica.
Após pendurar as chuteiras, manteve-se ligado ao clube como treinador, função que desempenhou em várias ocasiões. A sua última passagem pelo comando técnico da equipa principal ocorreu na temporada 2008/09, reforçando a ligação duradoura ao Vitória.
Numa nota publicada nas redes sociais, o clube sadino descreveu-o como «uma das figuras mais emblemáticas da história do Vitória», sublinhando o seu papel como capitão, treinador e símbolo da instituição.
Para além do Vitória de Setúbal, Carlos Cardoso também orientou o Elvas, clube que igualmente manifestou publicamente o seu pesar. Os alentejanos recordaram, em particular, a subida à 1.ª Divisão Nacional na época 1986/87, um dos momentos mais marcantes da sua passagem.
Nascido em 1944, Carlos Cardoso completaria 81 anos na próxima segunda-feira.
Enquadramento histórico e desportivo: Num futebol português muito diferente do actual mercado globalizado, Carlos Cardoso destacou-se pela fidelidade a um só clube, algo raro tanto no passado como no presente. A sua carreira, construída sem transferências sonantes, representa um tempo em que o valor de um jogador era medido sobretudo pela liderança, identidade e impacto colectivo — características que hoje continuam a ser altamente valorizadas no futebol moderno.








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