Mariana Fonseca, enfermeira condenada a 23 anos de prisão por um dos crimes mais chocantes ocorridos no Algarve nos últimos anos, está em fuga há cerca de seis meses e, segundo a Polícia Judiciária, não escapou sozinha. As autoridades acreditam que a criminosa contou — e continua a contar — com apoio externo para se manter fora do alcance da Justiça.
A fuga ocorreu depois de o Tribunal Constitucional ter confirmado a pena efectiva de prisão. Desde então, Mariana desapareceu sem deixar rasto, num cenário que reforça a convicção da PJ de que tudo foi planeado ao detalhe, com antecedência e com cúmplices.
O caso remonta a março de 2020, quando Diogo Gonçalves, engenheiro informático, foi morto para que as duas arguidas se apropriassem de uma indemnização no valor de cerca de 70 mil euros, recebida pelo jovem após a morte da mãe. O homicídio foi seguido de esquartejamento, num crime que abalou o país pela frieza e pelo móbil financeiro.
Durante o julgamento, Mariana Fonseca tentou construir a imagem de uma relação idílica, afirmando que vivia “numa bolha cor-de-rosa” com a companheira Maria Malveiro, com quem dizia sonhar viajar pelo mundo. A realidade, porém, revelou-se brutal e distante desse discurso.
Maria Malveiro foi condenada à pena máxima, mas acabou por morrer enquanto cumpria pena na cadeia. Mariana, inicialmente absolvida pelo Tribunal de Portimão, viria mais tarde a ser condenada pelo Tribunal da Relação de Évora, decisão que acabou confirmada pelas instâncias superiores.
Com a fuga consumada, a PJ admite que a condenada poderá já não estar em território nacional. As investigações prosseguem no sentido de identificar quem a ajuda e de pôr termo a uma fuga que está a ser vista como um desafio directo à Justiça portuguesa.








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