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Trump diz que EUA destruíram instalações ligadas ao tráfico de drogas na Venezuela

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças norte-americanas destruíram, na semana passada, infraestruturas usadas para o armazenamento e escoamento de drogas na Venezuela. No entanto, o chefe de Estado não apresentou detalhes oficiais sobre a alegada operação.

De acordo com informações avançadas pela imprensa norte-americana, nomeadamente pela CNN e pelo The New York Times, a explosão terá sido provocada por um ataque com drones, supostamente conduzido pela Agência Central de Inteligência (CIA), citando fontes próximas do processo.

Caso a informação se confirme, tratar-se-á da primeira intervenção direta dos Estados Unidos em território venezuelano desde o início da campanha militar norte-americana no Caribe.

Durante uma conversa telefónica com o empresário John Catsimatidis, proprietário da rádio WABC e aliado político, Trump afirmou que os EUA tinham destruído uma “grande instalação” usada para o envio de drogas por via marítima.

“Eles tinham uma grande estrutura de onde saíam embarcações carregadas com drogas e, há duas noites, destruímo-la”, declarou Trump, sem especificar a localização exata do ataque.

Questionado posteriormente por jornalistas, o presidente reforçou que ocorreu “uma grande explosão” numa zona portuária utilizada para o carregamento de droga em navios, afirmando que o local “já não existe”.

Embora Trump não tenha mencionado explicitamente a Venezuela durante a entrevista radiofónica, fontes governamentais ouvidas pelo The New York Times confirmaram que o presidente se referia a uma instalação situada naquele país sul-americano.

Até ao momento, nem as Forças Armadas dos Estados Unidos, nem a CIA, nem a Casa Branca emitiram comunicados oficiais sobre o alegado ataque. O governo venezuelano também não confirmou qualquer ação militar norte-americana no seu território.

Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram operações navais no Caribe e no Pacífico oriental, alegando que várias embarcações transportavam drogas. Estas ações já resultaram em dezenas de ataques a navios, que, segundo organizações e especialistas em direito internacional, levantam sérias dúvidas quanto à sua legalidade.

Paralelamente, Washington reforçou a sua presença militar na região, incluindo o destacamento do porta-aviões Gerald R. Ford, no âmbito da operação denominada “Lança do Sul”.

Em dezembro, Trump ordenou ainda o bloqueio total de petroleiros sancionados que entrassem ou saíssem da Venezuela, tendo sido apreendidas e interceptadas várias embarcações associadas ao transporte de petróleo venezuelano.

Petróleo ou combate ao narcotráfico?

O petróleo representa a principal fonte de receitas do Estado venezuelano, e as sanções impostas pelos Estados Unidos são vistas como um instrumento de pressão sobre o governo de Nicolás Maduro.

Embora Trump tenha justificado inicialmente a campanha militar com o combate ao narcotráfico, analistas consideram que o foco da estratégia norte-americana passou progressivamente para o setor energético e para a tentativa de provocar uma mudança política na Venezuela.

O presidente norte-americano chegou a afirmar que cada embarcação destruída teria permitido “salvar milhares de vidas americanas”, bem como alegou uma redução significativa do tráfico de droga — declarações feitas sem apresentação de dados ou provas concretas.

Os Estados Unidos também classificaram o chamado Cartel de los Soles como organização terrorista, acusando altos responsáveis do governo venezuelano de envolvimento no tráfico de drogas, acusações estas rejeitadas por Caracas.

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