Escreveu Fábio Teixeira
Acredito, profundamente, que não existe dor maior do que a perda de um filho — sobretudo quando se trata de um filho único. É uma ferida que não fecha, um vazio que não se explica, uma ausência que atravessa tudo.
Recordo a carta que Dona Neuza, mãe de Maycon, lhe enviou durante a sua participação na Casa dos Segredos. Um pedido de desculpa sentido, por não lhe ter dado mais, por não lhe ter dado tudo aquilo que acreditava que ele merecia. E lembro-me, também, do sonho que Maycon carregava: oferecer uma casa à mãe. Não eram apenas mãe e filho. Eram cúmplices, unidos, os melhores amigos um do outro.
Desde o momento em que Maycon desapareceu, o meu pensamento esteve sempre com Dona Neuza. Com a dor de não saber o que aconteceu. Com a angústia de não saber onde estava o filho. Com o sofrimento silencioso da espera.
Hoje confirmou-se o desfecho mais cruel: Maycon já não está entre nós. O seu corpo foi encontrado, mas continuam por esclarecer as circunstâncias da sua morte. Ninguém entende. Ninguém sabe o que aconteceu.
Resta, ainda assim, um sossego amargo — o de existir um corpo, o de poder iniciar o luto.
Deixo as minhas mais sentidas condolências a Dona Neuza, aos amigos e a todos os que fizeram parte da vida de Maycon. Que a verdade também dê à costa, para que não se acrescentem novos pesos ao coração desta mãe.
Descansa em paz, Maycon. ❤️🩹








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