A atriz Elisa Lisboa faleceu na noite de quinta-feira, aos 81 anos de idade. A informação foi confirmada esta sexta-feira pela Casa do Artista, instituição onde residia desde 2018, através de uma nota divulgada nas redes sociais.
Figura marcante das artes cénicas em Portugal, Elisa Lisboa construiu uma carreira longa e diversificada, com presença destacada no teatro, no cinema e na televisão, atravessando várias gerações de criadores e públicos.
Iniciou o seu percurso profissional no Teatro Experimental de Cascais, ainda na década de 1960, integrando produções como “Bodas de Sangue” (1968), “Maria Stuart” (1969), “Antepassados Precisam-se” (1970), “Um Chapéu de Palha de Itália” (1970) e “O Rei Está a Morrer” (1970).
Ao longo dos anos, destacou-se em inúmeras peças de teatro, entre as quais “O Duelo” (1971), “O Concerto de Santo Ovídeo” (1973), “Os Amantes Pueris” (1976), “O Equívoco” (1977), “Os Sequestrados de Altona” (1979), “Gardel – El Día Que Me Quieras” (1984), “Paixão” (1986), “O País do Dragão” (1987), “Vieux Carré” (1988), “Terminal Bar” (1990), “Bingo – Cenas de Dinheiro e da Morte” (1996), “Haja Harmonia” (1997), “O Campiello” (1997), “Tio Vânia” (1997) e “O Dia dos Prodígios” (2010), entre muitas outras.
No cinema, integrou o elenco de várias produções portuguesas, como “Sombras de uma Batalha” (1993), “Aparelho Voador a Baixa Altitude” (2002), “Coisa Ruim” (2006), “Alasca” (2009), “Luz da Manhã” (2011), “Fábrica dos Sonhos” (2011), “A Primeira Ceia” (2011), “Os Últimos Dias” (2011), “A Teia de Gelo” (2012) e “Axilas” (2016).
Na televisão, participou em séries e novelas emblemáticas, entre as quais “Tragédia da Rua das Flores” (RTP), “Mistério Misterioso”, “Sozinhos em Casa”, “Sabor da Paixão”, “Morangos com Açúcar”, “Floribella”, “Ilha dos Amores”, “Conta-me Como Foi”, “Feitiço de Amor”, “Liberdade 21”, “Meu Amor”, “Cidade Despida”, “Bem-Vindos a Beirais” e “A Impostora”.
Para além da representação, Elisa Lisboa desempenhou também um papel relevante na formação de novas gerações de atores, tendo sido professora de Interpretação na Escola Superior de Teatro e Cinema.
A sua morte representa uma perda significativa para o património cultural português, deixando um legado artístico reconhecido e respeitado no panorama das artes nacionais.
🎭 Legado artístico
Com uma carreira marcada pela versatilidade e rigor artístico, Elisa Lisboa integrou projetos fundamentais do teatro, cinema e televisão portugueses. O seu contributo enquanto intérprete e docente permanece como referência na história da representação em Portugal.








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