72 anos, reforma e ainda a trabalhar — Herman José explica por que não pode regressar à RTP e revela o que o mantém feliz: "Passo pela vida de uma maneira ultraleve"



Há quase um ano sem fazer televisão. Depois do final da 12ª temporada do Cá Por Casa, na RTP, Herman José aguarda autorização do Governo para regressar ao serviço público — e a demora não o perturba. O obstáculo é legal: um decreto-lei de 2019 impede que pensionistas trabalhem para o Estado sem penalização na reforma, salvo prova devidamente fundamentada de "interesse público excecional". O humorista, de 72 anos, espera que a burocracia se resolva até ao final do ano.

"Tínhamos esperança que as coisas se resolvessem mais depressa, só que em qualquer país do mundo as questões burocráticas não se conseguem resolver em pouco tempo. As coisas têm que ser feitas com paz e com calma", afirmou à Boa Onda. E acrescentou com a leveza que o caracteriza: "Eu hoje passo pela vida de uma maneira ultraleve, sempre muito feliz e por ganhar dinheiro com a profissão que escolhi". A 13ª temporada do programa está definida — mas o regresso imediato nunca foi viável. "A pressa não é muita porque os próximos meses vão ser de muito trabalho com muitos espetáculos. Tenho esperança que lá para o final do ano possa retomar aquele espaço tão simpático e tão confortável", garantiu.

Presença assídua na televisão desde 1975, Herman José admite um "sentimento misto" em relação ao afastamento do pequeno ecrã. Mas é nos espetáculos ao vivo que encontra o seu verdadeiro centro: "Faço espetáculos pelo país, pelas ilhas, pela imigração e é aquilo que mais gosto de fazer. É hoje a minha principal atividade. Sou um multiusos, tanto faço uma animação para um banco ou um espetáculo para o sindicato dos enfermeiros, como uma festa popular para uma autarquia", descreveu com orgulho.

Herman José tem 72 anos, está na reforma — e continua a trabalhar, a ganhar dinheiro e a ser feliz. A sua história expõe uma realidade que poucos portugueses conhecem: a lei penaliza os reformados que continuam a trabalhar para o Estado. Mas expõe também algo muito mais valioso — que a reforma não tem de ser o fim da vida produtiva. Tem de ser o início de uma nova fase, desde que as finanças estejam preparadas para ela.

💰 NGOMA FINANCEIRA: Trabalhar na Reforma — A Armadilha Legal que Pode Custar Caro a Quem Não se Prepara

Herman José descobriu da pior forma aquilo que milhares de portugueses ignoram: trabalhar para o Estado depois da reforma pode penalizar a pensão que recebe. No Ngoma Financeira, chamamos a isto a armadilha da dupla dependência — quem depende simultaneamente da reforma do Estado e de rendimentos de trabalho público fica refém de uma legislação que pune a produtividade na terceira idade. O decreto-lei de 2019 é apenas um exemplo de como o sistema fiscal e previdencial português pode transformar uma boa notícia — continuar ativo e a ganhar — numa dor de cabeça burocrática e financeira. A solução começa antes da reforma — não depois.

1. Reforma e Trabalho: O Que a Lei Permite — e O Que Penaliza

Em Portugal, um pensionista que continue a trabalhar no setor privado pode, em geral, acumular reforma e salário sem penalização significativa. Já quem trabalha para entidades públicas enfrenta restrições legais severas — como o caso de Herman José ilustra. O Ngoma Financeira recomenda consultar um contabilista certificado registado na Ordem dos Contabilistas Certificados antes de qualquer decisão de continuar a trabalhar após a reforma, para perceber exatamente o impacto fiscal e previdencial de cada opção disponível.

2. PPR e Reforma Complementar: Não Depender Apenas do Estado Para Viver com Dignidade

Herman José tem espetáculos, tem rendimento próprio e não depende apenas da reforma. Esta é, precisamente, a posição financeira ideal para qualquer português atingir antes dos 65 anos. O Ngoma Financeira recomenda constituir um PPR no Millennium BCP ou no Santander desde cedo, complementado por rendimentos de arrendamento avaliados no Idealista e por investimentos diversificados no Novo Banco. Quem chega à reforma com múltiplas fontes de rendimento nunca fica refém de uma lei burocrática — nem de um decreto que demora anos a resolver.

3. Estratégia Ngoma: A Reforma Ideal É a Que Não Precisa de Autorização do Governo Para Ser Feliz

No Ngoma Financeira, admiramos a postura de Herman José — mas queremos que todos os portugueses cheguem à terceira idade com a mesma leveza sem depender de uma autorização governamental para trabalhar. Um seguro de vida ativo na Fidelidade, uma carteira de investimentos diversificada no Banco BPI e um imóvel rentabilizado são as três alavancas que garantem que, aos 72 anos, a felicidade não depende de burocracia — depende de decisões tomadas décadas antes. Porque passar pela vida de forma "ultraleve" não é sorte. É planeamento.

Fonte: Correio da Manhã / Boa Onda

Enviar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem