Tinha 87 anos, acabara de ter alta e ia regressar ao lar — idosa morre quando ambulância é embatida por carro em contramão e sem luzes em Famalicão


Uma madrugada que devia ser apenas mais uma viagem de regresso transformou-se numa tragédia irreversível. Uma idosa de 87 anos, que acabara de ter alta do Hospital de Famalicão após um período de internamento, morreu na madrugada deste sábado quando a ambulância que a transportava de regresso ao lar foi violentamente embatida por um carro que circulava em contramão e com as luzes apagadas, na Avenida Santiago de Gavião (EN14), na freguesia de Gavião, em Vila Nova de Famalicão. O alerta foi dado às 01h00 via 112.

As testemunhas que acompanharam o caso afirmam que a idosa em causa é a Maria de Céu Guerra, no entanto, as autoridades não revelaram nada sobre nomes de nenhum dos envolvidos.

No total, seis pessoas ficaram feridas — duas delas em estado grave. O motorista da ambulância, de 54 anos, e a maqueira que o acompanhava ficaram encarcerados na sequência do embate frontal. Os restantes feridos, com idades entre os 27 e os 40 anos, foram transportados pelos Bombeiros Famalicenses para os hospitais de Famalicão e de Braga. O corpo da vítima mortal foi removido para a morgue para autópsia. A ambulância pertence a uma empresa privada de Ermesinde e tinha protocolo com o hospital para o transporte de utentes não urgentes.

Os ocupantes do veículo que entrou em contramão são todos estrangeiros — fontes indicaram ao CM que serão oriundos da Índia, Nepal e Paquistão. A PSP de Famalicão, que se deslocou ao local, vai agora investigar as causas do acidente, incluindo as razões pelas quais circulavam sem luzes acesas e se havia álcool no sangue dos envolvidos. A VMER do Hospital de Famalicão foi igualmente acionada para o local.

A morte desta idosa de 87 anos — ocorrida numa viagem que deveria ser rotineira — lembra-nos que o imprevisto não respeita idade, hora nem circunstância. Para as famílias que têm idosos dependentes em lares ou em transporte assistido, a questão financeira e jurídica que se segue a um acidente desta natureza é muitas vezes tão dolorosa quanto o luto: responsabilidades civis, seguros de transporte, indemnizações e processos que se arrastam anos. Estar preparado não evita a dor — mas pode evitar o colapso financeiro que frequentemente a acompanha.

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Esta idosa tinha 87 anos, estava a regressar ao lar depois de uma alta hospitalar — e morreu numa estrada que deveria ser segura. No Ngoma Financeira, esta tragédia obriga-nos a falar de algo que as famílias evitam enquanto podem: quem cuida dos idosos quando já não conseguem cuidar de si próprios — e quem paga por isso? Em Portugal, o custo de um lar, de transporte assistido e de cuidados continuados pode facilmente superar os 1.500€ mensais. Sem planeamento, esta despesa cai sobre os filhos de forma abrupta e devastadora — precisamente quando o luto já pesa o suficiente.

1. Seguro de Acidentes em Transporte de Doentes: O que as Famílias Não Sabem Que Têm Direito

Quando um utente é transportado por uma empresa de ambulâncias privada com protocolo hospitalar, existe obrigação legal de seguro de responsabilidade civil que cobre danos a terceiros, incluindo os doentes transportados. Em caso de acidente como o de Famalicão, a família tem direito a indemnização por danos morais e materiais. Seguradoras como a Fidelidade e a Ageas dispõem de apólices de acidentes pessoais complementares que cobrem situações não abrangidas pelo seguro obrigatório do transportador — uma proteção adicional que qualquer família com idosos em transporte assistido deveria considerar.

2. Planeamento para a Terceira Idade: O Custo que Ninguém Quer Calcular

Em Portugal, o custo médio de um lar de idosos ronda os 1.200 a 2.000€ mensais — muito acima da maioria das reformas. Sem planeamento antecipado, esta despesa recai sobre os filhos de forma súbita e muitas vezes insustentável. O Ngoma Financeira recomenda constituir um PPR dedicado à terceira idade no Millennium BCP ou no Santander com contribuições regulares desde os 50 anos, e avaliar o imóvel familiar no Idealista como ativo que pode financiar, parcialmente, os cuidados futuros através de arrendamento ou venda programada.

3. Estratégia Ngoma: Envelhecer com Dignidade Exige Planeamento — Não Sorte

No Ngoma Financeira, acreditamos que a melhor forma de honrar os idosos da nossa família é garantir que nunca dependem da sorte para terem cuidados dignos. Um seguro de saúde sénior na Fidelidade, uma conta poupança dedicada no Novo Banco e um testamento atualizado com indicação clara sobre cuidados de saúde e decisões de fim de vida são três instrumentos que qualquer família deveria ter ativos antes de precisar deles. Porque a última viagem de qualquer pessoa merece ser feita em segurança — e essa segurança começa muito antes de a ambulância ser chamada.

Fonte: Correio da Manhã

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