Porque as Elites Estão a Abandonar o Papel-Moeda
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Em 2026, o ouro voltou a assumir um papel central na proteção de grandes patrimónios. Num contexto marcado por instabilidade geopolítica, inflação persistente e desconfiança crescente no sistema financeiro, investidores de elevado poder aquisitivo estão a reduzir exposição ao papel-moeda e a reforçar posições em ativos reais.
A principal preocupação prende-se com a desvalorização das moedas fiduciárias e com o endurecimento das regras fiscais que afetam rendimentos de capital, incluindo mecanismos de retenção na fonte sobre juros, dividendos e produtos financeiros tradicionais. Para quem gere milhões, preservar valor tornou-se mais importante do que procurar rentabilidades especulativas.
Custódia em Bancos Suíços vs. Cofres Privados
Uma das grandes decisões no investimento em ouro físico é a custódia. As elites financeiras privilegiam bancos suíços e cofres privados de alta segurança, localizados fora do sistema bancário tradicional. Esta abordagem reduz riscos de confisco, congelamento de ativos ou falências em cadeia.
Ao contrário de depósitos ou produtos financeiros, o ouro físico mantido em jurisdições estáveis permite preservar valor real do património, independentemente da saúde do sistema financeiro global. Em cenários extremos, é um dos poucos ativos que não depende de promessas de terceiros.
O regresso do ouro não é um fenómeno especulativo, mas sim uma estratégia defensiva adotada por famílias ricas, fundos privados e investidores institucionais. Em 2026, quem compreende a diferença entre dinheiro e valor está a reposicionar-se para proteger riqueza a longo prazo.
