As autoridades fiscais suíças desencadearam recentemente uma auditoria aprofundada ao património internacional de uma conhecida figura pública portuguesa residente no país. Em causa estão alegadas incongruências na declaração de rendimentos de capital e a insuficiente comunicação de ativos imobiliários localizados em Portugal, um ponto sensível para residentes fiscais com estatuto permanente.
Para titulares do Permit C, a legislação suíça impõe um dever rigoroso de transparência patrimonial global. A omissão, ainda que não intencional, pode configurar evasão fiscal transfronteiriça, sujeita a multas elevadas, juros compensatórios e, em casos extremos, à abertura de processos penais financeiros com impacto direto na reputação e liquidez do contribuinte.
Especialistas em Direito Fiscal Suíço e Fiscalidade Internacional sublinham que a atual troca automática de informações bancárias entre instituições europeias elimina quase por completo o sigilo financeiro tradicional. Contas, imóveis, participações societárias e fundos de investimento são hoje cruzados de forma sistemática pelas autoridades.
Neste contexto, a via mais eficaz para proteger grandes fortunas passa pela retificação fiscal voluntária, um mecanismo legal que permite regularizar situações antes da aplicação de sanções máximas. O acompanhamento por equipas especializadas em Wealth Management e planeamento fiscal internacional é crucial para evitar o congelamento de ativos e a erosão acelerada do património acumulado ao longo da carreira profissional e mediática.
