O ministro da Administração Interna afirmou que Lisboa tem hoje menos criminalidade do que no passado, contrariando a perceção crescente de insegurança. A análise vai além da segurança pública: menos crime significa menos risco económico, menor custo de seguros e maior atratividade para investimento, fatores críticos para famílias e empresas.
Segundo o governante, em 2008 e 2009 registavam-se cerca de 900 ataques por ano, incluindo assaltos a bancos, postos de combustível e CTT, alguns com vítimas mortais. Esse contexto representava um ambiente de alto risco financeiro, com impacto direto em prémios de seguros, custos operacionais e decisões de investimento.
Hoje, a redução desses níveis de criminalidade pode traduzir-se numa melhoria significativa do ambiente económico urbano, influenciando diretamente o valor dos imóveis, o custo do crédito e a confiança dos investidores internacionais.
Leitura financeira: cidades mais seguras tendem a atrair mais investimento, valorizar o imobiliário e reduzir custos de seguros. A perceção de segurança é hoje um dos principais ativos económicos urbanos.
💰 NGOMA FINANCEIRA: Segurança é dinheiro — e Lisboa pode estar a valorizar sem que perceba
No Ngoma Financeira, analisamos a segurança como um ativo económico. Menos criminalidade não é apenas um indicador social — é um fator direto de valorização patrimonial. Investidores, bancos e seguradoras reagem rapidamente à redução do risco, ajustando preços, taxas e estratégias.
1. Seguros mais baratos: o impacto invisível
Com menos crime, seguradoras como Fidelidade, Ageas e Mapfre tendem a reduzir o risco associado a apólices. Isto pode traduzir-se em prémios mais baixos para habitação, comércio e automóveis.
2. Imobiliário em alta: segurança vende casas
Plataformas como Idealista e mediação da ERA Imobiliária mostram que zonas mais seguras têm maior procura e valorização. Segurança é hoje um dos principais critérios de compra.
3. Bancos e crédito: risco mais baixo, melhores condições
Instituições como Millennium BCP, Santander e CGD avaliam risco territorial. Menos criminalidade pode traduzir-se em melhores condições de financiamento para famílias e empresas.
Perceção vs realidade: o verdadeiro risco económico
Apesar dos dados positivos, o ministro alertou para a importância de gerir a perceção pública. Em economia, a perceção de insegurança pode afastar investimento tanto quanto o risco real — afetando preços, procura e confiança.
Para investidores e famílias, compreender esta diferença é essencial: decisões baseadas em perceção errada podem significar oportunidades perdidas num mercado em valorização.
Fonte: Correio da Manhã
