A garrafa de gás butano de 13 quilos — a mais utilizada pelas famílias portuguesas — atingiu em abril o valor mais elevado de sempre: 39 euros. Uma subida de cinco euros num único mês que agrava ainda mais a pressão sobre os orçamentos de mais de dois milhões de famílias que dependem do gás engarrafado no dia a dia. O número torna-se ainda mais chocante quando comparado com o país vizinho: em Espanha, uma garrafa equivalente de 12,5 kg custa apenas 16,35 euros — fixado pelo governo espanhol. Portugal paga mais do dobro.
A Deco Proteste e a Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis têm vindo a apelar ao Governo para que reduza a carga fiscal sobre o gás engarrafado — considerado por muitos especialistas como um bem essencial que não deve estar sujeito a tributação excessiva. O gás de garrafa é abastecido em cerca de 50 mil pontos de venda em todo o país e constitui a principal fonte de energia doméstica para um número expressivo de famílias, sobretudo nas regiões do interior e para os agregados com menores rendimentos — precisamente os que menos conseguem absorver este tipo de aumentos.
39 euros por uma garrafa de gás. Em Espanha, o mesmo produto custa 16 euros. Esta diferença não é apenas indignante — é um retrato fiel da pressão que as famílias portuguesas enfrentam nas despesas mais básicas. Quando a energia sobe, tudo sobe: aquecimento, cozinha, água quente. E quem menos tem é sempre quem mais paga, em termos proporcionais ao rendimento. Conhecer alternativas e otimizar o orçamento doméstico nunca foi tão urgente.
💰 NGOMA FINANCEIRA: 39 Euros Pelo Gás — O Imposto Silencioso Que Corrói o Orçamento de Dois Milhões de Famílias
Uma garrafa de gás que custava 34 euros em março custa 39 em abril. Cinco euros a mais. Parece pouco — mas multiplicado por doze meses, por duas garrafas mensais, por dois milhões de famílias, estamos a falar de centenas de milhões de euros retirados do bolso dos portugueses para pagar energia que o Estado espanhol tabelou em menos de metade. No Ngoma Financeira, chamamos a isto o imposto invisível da inércia política: quando o Governo não age sobre a carga fiscal dos bens essenciais, quem paga a conta são sempre as famílias com menos alternativas — e menos voz para reclamar.
1. Alternativas ao Gás de Garrafa: Investir Agora Para Poupar Sempre
Para quem tem casa própria, a transição para gás natural canalizado ou para soluções de energia elétrica — como placas de indução ou bomba de calor — pode representar uma poupança significativa a médio prazo. O Ngoma Financeira recomenda simular o custo desta transição com apoio de um consultor energético e verificar os apoios disponíveis no Portal do Governo e no programa PRR para eficiência energética habitacional. Um investimento inicial de 500€ numa placa de indução pode poupar mais de 200€ por ano em gás.
2. Orçamento Doméstico: Rever as Despesas Fixas Quando os Preços Sobem
Quando o preço de um bem essencial sobe de forma significativa, é o momento certo para rever o orçamento doméstico completo. O Ngoma Financeira recomenda utilizar as ferramentas de gestão financeira pessoal disponíveis no Millennium BCP e no Santander para identificar onde é possível compensar este aumento — renegociando seguros, transferindo poupanças para contas com melhor rentabilidade no Novo Banco ou reduzindo despesas supérfluas que passaram despercebidas. Cada euro recuperado numa despesa é um euro que não precisa de ser cortado noutra.
3. Estratégia Ngoma: Reclamar os Seus Direitos Também É Gestão Financeira
No Ngoma Financeira, acreditamos que a literacia financeira inclui conhecer os seus direitos enquanto consumidor e cidadão. A DECO Proteste disponibiliza ferramentas gratuitas de comparação de tarifas energéticas e apoio em reclamações contra práticas abusivas. Avaliar o seu imóvel no Idealista para perceber se compensa investir em eficiência energética, ou consultar o Banco BPI sobre crédito para obras de requalificação com taxas bonificadas, são passos concretos que qualquer família pode dar — antes que a próxima garrafa custe 44 euros.
Fonte: Correio da Manhã / Deco Proteste
