Tem 27 anos, uma filha de cinco e quase três anos a lutar por ela. A mãe da menina alegadamente abusada pelo próprio pai — ex-militante do Chega e candidato a uma junta de freguesia em Fafe pelo partido de André Ventura, atualmente detido — quer reaver a guarda da criança com urgência. "Depois de tudo o que aconteceu, é urgente tirar a minha filha daquela casa. Se não for assim, só prova que o sistema está todo a falhar", afirmou, em declarações ao CM.
A menina continua a viver em casa da avó paterna, em Fafe — a mesma casa onde, segundo a investigação da Polícia Judiciária, decorriam os alegados abusos sexuais. A mãe, que tem direito apenas a uma visita semanal supervisionada por técnicas sociais, entrou com um pedido de alteração dos poderes parentais. No entanto, as assistentes sociais que acompanham o processo já defenderam que a criança deve permanecer com a avó, em nome da estabilidade emocional. O Tribunal discute a guarda no final deste mês.
"Acredito e espero que, depois da detenção do pai e das suspeitas de abuso sexual, o correto a fazer é confiarem-me a guarda da minha filha, sobretudo para segurança dela. Infelizmente, não me ouviram a tempo e não me deram credibilidade", desabafou. A mãe revela ainda que, desde a detenção do pai, a menina se mostra "agressiva" e "visivelmente abalada": "Nunca mais falou dele, pelo menos não na minha presença, mas fala sempre de assuntos como o pipi", relatou com emoção.
Casos como o de Fafe expõem uma realidade que poucos discutem: batalhas pela guarda de filhos são processos longos, emocionalmente devastadores e financeiramente exaustivos. Advogados, perícias psicológicas, relatórios sociais e deslocações ao tribunal acumulam-se durante anos — e quem não tem recursos financeiros para suportar este percurso fica em desvantagem num sistema que deveria ser igual para todos.
💰 NGOMA FINANCEIRA: Lutar Pelos Filhos Custa Dinheiro — E o Sistema Sabe Disso
Esta mãe luta há quase três anos pela filha. Três anos de processos, advogados, relatórios sociais, deslocações ao tribunal e desgaste psicológico que tem um custo real, medido em euros, mês após mês. No Ngoma Financeira, chamamos a isto o imposto da injustiça: quando o sistema falha, é sempre a parte mais vulnerável — geralmente quem tem menos recursos — que paga a fatura mais pesada. Uma mãe de 27 anos, sem apoio jurídico e financeiro adequado, enfrenta um sistema burocrático que favorece quem tem mais meios para esperar. A justiça existe — mas custa a chegar a quem não pode pagá-la.
1. Apoio Judiciário: O Direito que Muitos Desconhecem
Em Portugal, qualquer pessoa com rendimentos baixos tem direito a apoio judiciário gratuito — que cobre honorários de advogado, custas processuais e outros encargos judiciais. O pedido é feito através da Segurança Social e pode ser determinante para quem, como esta mãe, não tem condições de sustentar anos de batalha legal sozinha. Conhecer este direito pode ser a diferença entre desistir e continuar a lutar.
2. Seguro de Proteção Jurídica Familiar: O Escudo que Nenhuma Família Deve Dispensar
Para quem pode planear com antecedência, um seguro de proteção jurídica familiar é o investimento mais subestimado do mercado português. Seguradoras como a Fidelidade e a Ageas oferecem apólices que cobrem litígios de direito de família, guarda de filhos, divórcio e responsabilidades parentais — por um valor mensal acessível. Ter este seguro ativo antes do conflito surgir significa nunca ter de escolher entre pagar o advogado ou pagar a renda.
3. Estratégia Ngoma: Proteger os Filhos Começa na Independência Financeira de Quem os Cria
No Ngoma Financeira, acreditamos que a melhor proteção para qualquer criança começa na autonomia financeira do progenitor que a cuida. Uma conta poupança no Novo Banco, um fundo de emergência no Banco BPI e um seguro de vida ativo na Ageas são as ferramentas que garantem que, em caso de separação, divórcio ou disputa judicial, nenhuma mãe ou pai fica sem recursos para defender o que mais importa. Porque os filhos merecem pais que possam lutar por eles — sem depender da boa vontade de um sistema que, como esta mãe sabe bem, nem sempre chega a tempo.
Fonte: Correio da Manhã
