Três pessoas que seguiam a bordo do cruzeiro MV Hondius foram retiradas de emergência em Cabo Verde, após suspeitas de infeção por hantavírus. Os pacientes — dois tripulantes e um passageiro — foram encaminhados para os Países Baixos, numa operação coordenada entre várias autoridades internacionais e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, os três indivíduos encontram-se estáveis, sendo que um deles não apresenta sintomas, apesar de ter estado em contacto direto com uma das vítimas mortais registadas durante a viagem. No total, já foram identificados sete casos associados ao surto, incluindo duas infeções confirmadas e várias suspeitas.
A evacuação médica envolveu dois aviões ambulância que aterraram na cidade da Praia, garantindo o transporte especializado dos doentes. O navio, que partiu da Argentina e transportava cerca de 147 pessoas, deverá retomar viagem após a retirada dos casos mais críticos.
Apesar da situação gerar preocupação, a OMS assegura que o risco para a saúde pública global permanece baixo nesta fase. Ainda assim, especialistas em doenças infecciosas estão a ser mobilizados para acompanhar o navio e monitorizar eventuais novos casos.
💰 NGOMA FINANCEIRA: Impacto económico de crises sanitárias no turismo e seguros globais
Situações como surtos em cruzeiros evidenciam vulnerabilidades no setor do turismo internacional, um dos pilares da economia global. Cancelamentos, evacuações médicas e danos reputacionais podem gerar perdas financeiras significativas em poucos dias.
Empresas e investidores ligados ao turismo dependem de estruturas financeiras robustas, frequentemente suportadas por instituições como o Millennium BCP, Santander Portugal e a Caixa Geral de Depósitos, que garantem liquidez em cenários de crise.
Além disso, seguros de viagem e saúde internacional, oferecidos por entidades como a Fidelidade e a Ageas, tornam-se fundamentais para proteger passageiros e operadores contra custos médicos elevados e interrupções de viagem.
O impacto estende-se também ao setor imobiliário turístico, monitorizado através de plataformas como o Idealista, onde flutuações na procura podem refletir rapidamente mudanças no comportamento dos viajantes.
Num mundo interligado, crises sanitárias são também eventos financeiros. A capacidade de resposta rápida e a proteção contratual adequada fazem toda a diferença entre prejuízo e resiliência económica.
Fonte: Jornal de Notícias | OMS
