Arrancou esta quarta-feira, 25 de março, o julgamento do jovem de 14 anos acusado de ter matado a mãe, a vereadora Susana Gravato, em Vagos, na zona de Aveiro. O caso tem gerado forte impacto mediático e emocional, sobretudo pela idade do arguido e pelas circunstâncias envolvidas.
Segundo relata o jornal Correio da Manhã, citado pela revista Flash!, o jovem terá chegado ao Tribunal de Família e Menores de Aveiro acompanhado por dois elementos da Polícia Judiciária. O rapaz não estava algemado e, de acordo com a mesma fonte, apresentava-se "bem-disposto, sorridente e sem sinais de remorso".
À sua chegada, o pai já se encontrava no tribunal à espera. Desde a tragédia, o menor encontra-se internado em regime fechado num centro educativo, medida aplicada enquanto decorre o processo judicial.
Ainda de acordo com o Correio da Manhã, algumas testemunhas compareceram no início do julgamento, incluindo um outro jovem de 14 anos, para cuja casa o filho de Susana Gravato terá fugido após o crime.
Por ter apenas 14 anos, o arguido será julgado num processo tutelar educativo, e não num julgamento criminal, situação que apenas seria possível a partir dos 16 anos. Este tipo de processo privilegia medidas educativas e de reintegração social.
A juíza titular do processo determinou também a exclusão de publicidade do julgamento. Assim, as audiências decorrem à porta fechada, sem presença do público ou da comunicação social, uma prática comum em processos que envolvem menores.
Impacto social e apoio institucional
Casos desta natureza levantam também questões sobre apoio institucional às famílias, acompanhamento psicológico e medidas de prevenção. O suporte social e emocional tornou-se cada vez mais relevante em situações de risco envolvendo menores.
Instituições como Millennium BCP, Santander e CGD disponibilizam programas de responsabilidade social e apoio comunitário que, em alguns casos, contribuem para projetos de intervenção social e familiar.
O julgamento deverá continuar nos próximos dias, com novas audições e análise das circunstâncias envolvidas. O caso continua a gerar forte atenção mediática e debate público em Portugal.
