O internacional grego atravessa um período condicionado fisicamente em Alvalade, mas Rui Borges equaciona uma aposta que pode alterar a dinâmica ofensiva dos leões frente ao Santa Clara.
Fotis Ioannidis pode surgir no onze inicial do Sporting no encontro diante do Santa Clara, marcado para esta quinta-feira, 18 de dezembro, partilhando o ataque com Luis Suárez. A solução tem sido trabalhada por Rui Borges nos últimos treinos e não implica mudanças no esquema tático, mas introduz maior mobilidade no setor ofensivo.
Face às várias ausências no plantel, o treinador leonino tem testado o avançado grego no corredor esquerdo, experiência já ensaiada durante alguns minutos na vitória expressiva por 6-0 frente ao AFS, no passado sábado. A ideia passa por potenciar as características de Ioannidis fora da zona central, mantendo a referência ofensiva em Suárez.
Na antevisão do desafio, Rui Borges reconheceu que o jogador “ainda não está no melhor momento físico”, mas destacou a evolução recente após a lesão. O técnico elogiou a disponibilidade do atleta para assumir novas funções, sublinhando o crescimento em termos de confiança e intensidade no dia-a-dia.
A eventual inclusão de Ioannidis permitirá ao Sporting manter um ataque baseado em constantes trocas posicionais, com maior imprevisibilidade nas costas do ponta de lança colombiano. O antigo jogador do Panathinaikos já demonstrou conforto em zonas normalmente ocupadas por Francisco Trincão, podendo criar desequilíbrios e dificultar a organização defensiva do adversário açoriano.
Em alternativa, Rui Borges também pondera a utilização de Alisson Santos no flanco direito, posição que ainda não desempenhou desde que chegou a Alvalade, mas onde já atuou noutras fases da carreira. Com Pote lesionado e Geny Catamo ausente devido à CAN, o treinador procura soluções internas para colmatar as limitações do plantel.
No setor defensivo, tudo indica que Maxi Araújo regresse ao quarteto recuado. Frente ao AFS, o internacional uruguaio foi utilizado numa posição mais ofensiva e marcou dois golos, mas perante um adversário teoricamente mais exigente, a opção deverá recair numa abordagem mais equilibrada, valorizando a solidez defensiva e a capacidade de dar profundidade ao corredor.
