⚠️ Vento forte provoca dezenas de ocorrências e deixa rasto de destruição em Portugal

 



A cidade de Viseu viveu momentos de enorme preocupação durante a manhã deste sábado, devido ao agravamento súbito das condições meteorológicas, marcado por vento muito intenso e trovoada em várias zonas do distrito.

Entre as 09h00 e as 10h00, os Bombeiros Sapadores de Viseu registaram cerca de 30 ocorrências relacionadas sobretudo com quedas de árvores, ramos de grande dimensão e danos provocados pela força das rajadas.

Segundo Rui Poceiro, adjunto de Comando da corporação, a situação obrigou à rápida mobilização dos meios de socorro e proteção civil para garantir a segurança da população.

As consequências do mau tempo fizeram-se sentir sobretudo em viaturas estacionadas, atingidas por árvores e pernadas que acabaram por tombar devido à violência do vento.

Apesar de ainda não existir um balanço oficial dos prejuízos, várias imagens partilhadas nas redes sociais mostram danos significativos em automóveis, estruturas metálicas e portões.

Foi igualmente registado o arrancamento parcial de um telhado, aumentando os receios entre moradores perante a intensidade das condições atmosféricas.

A queda de árvores acabou ainda por afetar cabos elétricos, obrigando à intervenção das equipas da E-Redes para reposição da normalidade no fornecimento de energia.

No terreno estiveram mobilizados Bombeiros Voluntários de Viseu, PSP, Polícia Municipal e serviços municipais, numa operação que se prolongou durante várias horas.

🌩️ Especialistas alertam para fenómenos extremos mais frequentes

Meteorologistas explicam que episódios de vento extremo e trovoadas severas têm vindo a tornar-se mais frequentes na Península Ibérica, aumentando os riscos para infraestruturas urbanas, redes elétricas e circulação rodoviária.

💰 NGOMA FINANCEIRA: Mau tempo gera milhões em prejuízos para seguradoras e municípios

Fenómenos meteorológicos extremos representam custos cada vez mais elevados para seguradoras, autarquias e empresas responsáveis pela manutenção de infraestruturas públicas.

Quedas de árvores, destruição de veículos, danos em habitações e interrupções elétricas obrigam frequentemente a operações rápidas de emergência e reparação, mobilizando recursos significativos.

Especialistas do setor segurador explicam que episódios de vento forte e trovoadas severas aumentaram nos últimos anos, levando muitas seguradoras a rever contratos ligados a habitação, automóveis e património empresarial.

Além dos prejuízos diretos, municípios enfrentam custos adicionais relacionados com limpeza urbana, reposição de estruturas públicas, cortes de trânsito e reforço dos sistemas de proteção civil.

Empresas energéticas também são afetadas sempre que existem danos em cabos elétricos e falhas no fornecimento de energia, obrigando à mobilização urgente de equipas técnicas.

Instituições financeiras como o Millennium BCP, a Caixa Geral de Depósitos e seguradoras como a Fidelidade têm reforçado nos últimos anos soluções de proteção patrimonial associadas a eventos climáticos extremos.

Analistas alertam ainda que as alterações climáticas poderão aumentar significativamente os custos económicos relacionados com tempestades, incêndios e fenómenos atmosféricos severos em Portugal.

Fonte: Diário 24

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