Um incĂȘndio de grandes dimensĂ”es atingiu esta segunda-feira um armazĂ©m logĂstico da DHL, localizado em Vialonga, no concelho de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, provocando momentos de grande aflição e obrigando Ă intervenção de vĂĄrios meios de emergĂȘncia.
De acordo com a Proteção Civil, o alerta foi registado Ă s 12h55, tendo o fogo tido inĂcio na zona da cobertura do edifĂcio, espalhando-se posteriormente para outras ĂĄreas do complexo industrial.
As autoridades confirmaram que o espaço foi rapidamente evacuado, seguindo os protocolos internos de segurança, o que evitou consequĂȘncias mais graves dentro da infraestrutura logĂstica.
Durante o combate Ă s chamas, um bombeiro sofreu ferimentos ligeiros, sendo transportado para o Hospital de Vila Franca de Xira com um trauma considerado sem gravidade clĂnica.
Segundo o comandante de permanĂȘncia do Comando Sub-Regional da Grande Lisboa, o incidente envolveu uma forte mobilização de meios, com cerca de 130 operacionais e 50 viaturas no terreno, numa resposta rĂĄpida e coordenada.
A Proteção Civil alertou ainda para condicionamentos na circulação rodoviåria nas imediaçÔes, de forma a garantir segurança e facilitar o trabalho das equipas de socorro.
⚠️ Segundo incidente no mesmo espaço aumenta preocupação das autoridades
Este Ă© o segundo fogo registado no mesmo complexo em apenas um mĂȘs, levantando dĂșvidas sobre as condiçÔes de segurança e prevenção de riscos em infraestruturas logĂsticas desta dimensĂŁo.
đ° NGOMA FINANCEIRA: impacto econĂłmico de incĂȘndios em centros logĂsticos
Incidentes desta natureza em armazĂ©ns logĂsticos podem gerar prejuĂzos elevados, afetando nĂŁo sĂł estruturas fĂsicas, mas tambĂ©m toda a cadeia de distribuição nacional e internacional.
A DHL, enquanto operador global, desempenha um papel essencial na circulação de mercadorias, pelo que qualquer interrupção pode causar atrasos em entregas e impactos em contratos comerciais.
Especialistas alertam que estes eventos obrigam frequentemente à revisão de seguros industriais, reforço de sistemas de prevenção e atualização de planos de continuidade de negócio.
O setor financeiro e segurador acompanha com atenção estes casos, devido ao elevado volume de indemnizaçÔes e custos de reconstrução associados.
InstituiçÔes como Millennium BCP, Caixa Geral de DepĂłsitos e Santander Portugal mantĂȘm linhas de apoio a empresas em contextos de risco operacional e crise.
A repetição de ocorrĂȘncias no mesmo local poderĂĄ ainda levar a novas auditorias e reforço de investimentos em segurança contra incĂȘndios e monitorização tĂ©cnica.
Fonte: Jornal de NotĂcias / Lusa
