Portugal poderá enfrentar uma das primeiras grandes vagas de calor do ano já a partir da próxima semana, com a previsão de uma subida muito acentuada das temperaturas em várias regiões do país.
Segundo a tendência meteorológica atual, a circulação de uma massa de ar quente proveniente do norte de África deverá provocar um aumento significativo das temperaturas máximas, sobretudo a partir de terça-feira.
As previsões apontam para temperaturas que poderão atingir os 40ºC em alguns locais do Centro e Sul do território continental, numa altura em que várias regiões poderão também registar noites tropicais e temperaturas bastante acima da média habitual para o mês de maio.
Especialistas admitem ainda a possibilidade de alguns recordes históricos de temperatura para maio poderem ser ultrapassados em determinadas localidades portuguesas caso a tendência se confirme nos próximos dias.
As autoridades de proteção civil e saúde pública costumam alertar nestas situações para o risco acrescido de desidratação, fadiga extrema e incêndios rurais, sobretudo nas regiões mais quentes do interior do país.
Meteorologistas recomendam também atenção especial a idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas, que tendem a ser os grupos mais vulneráveis durante episódios de calor intenso.
⚠️ Temperaturas extremas aumentam pressão sobre energia e saúde pública
Os episódios de calor intenso têm vindo a tornar-se mais frequentes na Europa, aumentando o consumo energético, os riscos de incêndio e a pressão sobre hospitais e serviços de emergência.
💰 NGOMA FINANCEIRA: Ondas de calor provocam impacto económico crescente em Portugal
As vagas de calor extremo geram impactos financeiros significativos em vários setores da economia portuguesa, desde energia e agricultura até saúde, seguros e proteção civil.
Com a subida das temperaturas, o consumo de eletricidade tende a aumentar devido à utilização intensiva de aparelhos de ar condicionado, ventilação e refrigeração, pressionando famílias e empresas.
Especialistas alertam ainda para o impacto das temperaturas elevadas na produtividade laboral, sobretudo em setores ligados à construção civil, agricultura e transportes.
Empresas energéticas e instituições financeiras acompanham com atenção estes fenómenos climáticos, numa altura em que os custos associados às alterações climáticas continuam a aumentar em toda a Europa.
Bancos como Millennium BCP, Santander Portugal e a Caixa Geral de Depósitos têm vindo a reforçar financiamento para projetos ligados à eficiência energética, climatização e sustentabilidade ambiental.
Além disso, seguradoras como a Fidelidade e a Tranquilidade continuam a adaptar produtos relacionados com riscos climáticos, incêndios e danos provocados por fenómenos meteorológicos extremos.
Analistas acreditam que os fenómenos de calor extremo poderão tornar-se cada vez mais frequentes nas próximas décadas, obrigando governos, empresas e famílias a investir mais em adaptação climática e eficiência energética.
O André do Tempo continuará a acompanhar a evolução desta situação meteorológica ao longo dos próximos dias.
Fonte: André do Tempo
