O líder do Chega, André Ventura, voltou a gerar debate ao afirmar que regimes como os da Venezuela, do Irão e da Coreia do Norte deveriam desaparecer do panorama político internacional. As declarações foram feitas durante uma emissão especial da Rádio Observador, onde o político abordou não apenas questões ideológicas, mas também os impactos que governos autoritários podem ter na estabilidade económica mundial.
Durante a entrevista, Ventura defendeu que regimes considerados autoritários acabam por afetar diretamente os mercados internacionais, sobretudo através de sanções económicas, instabilidade política e restrições comerciais. Países como o Irão, por exemplo, têm um papel relevante no mercado energético global, especialmente na produção de petróleo e gás, fatores que influenciam o preço da energia e o desempenho das economias europeias.
O dirigente político argumentou que a instabilidade provocada por governos isolados da comunidade internacional pode gerar efeitos em cadeia no comércio global, nos investimentos estrangeiros e nos mercados financeiros. Segundo ele, conflitos geopolíticos prolongados acabam por aumentar a volatilidade económica, afetando empresas, investidores e consumidores.
Ventura aproveitou também para criticar a política interna portuguesa, acusando PS e PSD de formarem aquilo que chamou de “coligações negativas”, que na sua opinião impedem reformas estruturais capazes de melhorar o crescimento económico, atrair investimento internacional e aumentar a competitividade de Portugal nos mercados europeus.
Nos últimos anos, a tensão entre países ocidentais e alguns regimes do Médio Oriente e da América Latina tem provocado debates sobre sanções financeiras, bloqueios comerciais e restrições bancárias internacionais. Essas medidas têm impacto direto em setores estratégicos como energia, tecnologia, comércio internacional e segurança económica.
Analistas políticos e económicos destacam que a geopolítica global está cada vez mais ligada ao desempenho dos mercados financeiros. Decisões diplomáticas, conflitos regionais e sanções económicas podem influenciar desde o preço do petróleo até a estabilidade das moedas internacionais, tornando a política externa um fator cada vez mais relevante para investidores e economias nacionais.
