Acidente de trabalho na Figueira da Foz levanta alerta para riscos laborais e proteção financeira das empresas
Um homem morreu e outro ficou gravemente ferido após a queda de um telhado enquanto realizavam trabalhos de reparação numa empresa na Figueira da Foz, distrito de Coimbra. O acidente ocorreu ao início da tarde desta quinta-feira, quando os dois trabalhadores executavam intervenções na cobertura de um dos hangares industriais.
Segundo informações das autoridades locais, a vítima mortal tinha 56 anos, enquanto o trabalhador ferido, de 50 anos, ficou em estado grave. Ambos pertenciam a uma empresa subcontratada responsável pelos trabalhos de reparação após danos provocados por tempestades recentes que afetaram a estrutura do edifício industrial.
De acordo com o comandante do porto da Figueira da Foz, Paulo Salvado Pires, os trabalhadores estavam a intervir num dos telhados dos hangares da empresa Cofisa quando ocorreu a queda. A estrutura tinha sido previamente afetada por condições meteorológicas adversas, o que poderá ter contribuído para a fragilidade da cobertura.
O alerta para o acidente foi dado por volta das 14h30. O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra mobilizou rapidamente vários meios de socorro para o local.
Entre os meios mobilizados estiveram duas viaturas dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz com seis operacionais, bem como dois veículos dos Bombeiros Sapadores com oito elementos. No local estiveram ainda uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), uma viatura da capitania do porto e uma equipa de apoio psicológico.
Acidentes de trabalho e impacto económico nas empresas
Acidentes deste tipo levantam novamente preocupações sobre a segurança laboral em trabalhos de manutenção industrial e construção civil. Para as empresas, estes episódios representam não apenas tragédias humanas, mas também impactos financeiros significativos relacionados com indemnizações, seguros de acidentes de trabalho e responsabilidades legais.
Especialistas em gestão de risco defendem que investimentos em segurança, formação e seguros empresariais adequados são essenciais para mitigar perdas financeiras e proteger trabalhadores. Em Portugal, empresas recorrem frequentemente a soluções de proteção oferecidas por seguradoras e instituições financeiras para reduzir a exposição a riscos deste tipo.
