Morte de Carolina Torres envolta em mistério: Três meses depois, caso continua em aberto

O corpo da jovem de 18 anos, Carolina Torres, mais conhecida como Noori, foi encontrado numa praia na zona da Figueira da Foz, um mês e uma semana depois de ter desaparecido de Almada. O Ministério Público ainda não autorizou a cremação do cadáver, mantendo o caso em investigação.

Em outubro de 2025, as redes sociais inundaram-se de apelos para encontrar Carolina. A última vez que foi vista foi no dia 9 de outubro, na Praça São João Batista, em Almada. A mãe, Cristiana Gaspar, pediu ajuda nas redes: “Se tiverem alguma informação por favor entre em contacto comigo ou na PJ de Setúbal por favor! Partilhem nas redes sociais para chegar a mais pessoas”.

O caso sensibilizou o país e chegou à imprensa, sendo acompanhado de perto pelas autoridades. Desde a separação dos pais, Carolina apresentava problemas comportamentais, consumo de álcool e drogas, e era medicada e acompanhada em pedopsiquiatria. Na época do desaparecimento, vivia em situação de sem-abrigo, após sair de casa do pai, a quem já havia acusado de violência doméstica.

A jovem mantinha contacto com ambos os pais, sendo que a última ligação à mãe aconteceu horas antes de se encontrar com um amigo na Estação Gil Vicente, em Almada. A mãe afirmou: “Só quero que ela saiba que tenha acontecido o que seja, que ela pode voltar e vai ser acolhida como sempre foi. Não sou uma mãe perfeita, mas sempre quis que ela fosse feliz”.

Um mês e uma semana após o desaparecimento, o corpo da jovem foi encontrado em avançado estado de decomposição na praia da Leirosa, Figueira da Foz. A mãe revelou nas redes sociais: “Escrever isto pesa. Dói. Fere. (...) A minha menina partiu… E eu fiquei aqui, partida também, a tentar juntar o que sobrou de mim”.

Apesar de inicialmente considerado suicídio, o Ministério Público não autorizou a cremação e a Polícia Judiciária mantém a investigação aberta. Os pais da jovem levantaram várias questões sobre a investigação, apontando incoerências no rastreio de extratos bancários e localização de pertences, como cartões multibanco e documentos, que surgiram em locais inesperados dias depois do desaparecimento.

O pai, Sérgio Torres, questionou: “Faz-me confusão porque é que a Carolina não respondeu. Só se a Carolina mandou mensagem e se foi logo embora, foi direta lá abaixo. Como é que era possível saber? A seguir ao dia do desaparecimento, tivessem levado o caso a sério e fossem ver a quantidade de câmaras até chegar a Cacilhas”.

Até ao momento, o caso continua em aberto, com familiares a exigir respostas e a questionar a condução da investigação, deixando o mistério sobre a morte de Carolina Torres longe de ser resolvido.

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