A SAD do Benfica apresentou um resultado líquido positivo de 40,6 milhões de euros no primeiro semestre da época 2025/26, registando uma melhoria de 0,7% face ao período homólogo.
Os dados constam no Relatório e Contas enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), revelando uma evolução financeira globalmente positiva, apesar de algumas variações nos diferentes indicadores.
📊 Receitas operacionais e direitos televisivos
Os rendimentos operacionais, excluindo direitos de atletas, fixaram-se nos 106,9 milhões de euros, representando um crescimento de 1,1% face ao mesmo período da temporada anterior.
Destaca-se o aumento de 17,9% nas receitas de matchday (associadas a jogos), bem como uma subida de 4,6% nas receitas televisivas, que atingiram 27,4 milhões de euros, impulsionadas pelo contrato com a NOS — cuja renovação até 2028 ainda não impacta este semestre.
No total, os rendimentos globais da SAD atingiram 198,4 milhões de euros, refletindo, contudo, uma descida de 7,5% face aos 214,3 milhões registados no período homólogo, sobretudo devido a menores receitas com transações de direitos de atletas.
💰 Gastos e estrutura financeira
Os gastos operacionais, excluindo direitos de atletas, situaram-se nos 113,4 milhões de euros, representando uma redução de 6,3% face aos 121,1 milhões do período homólogo.
Os custos com pessoal foram o principal fator com impacto nesta variação, contribuindo para a redução global da despesa operacional.
📈 Capitais próprios reforçados, dívida sobe ligeiramente
O capital próprio da SAD encarnada subiu para 156,9 milhões de euros, face aos 116,3 milhões registados a 30 de junho de 2025, impulsionado por uma evolução mais acentuada do ativo face ao passivo.
O ativo total aumentou para 672 milhões de euros (mais 80,8 milhões), sobretudo devido à valorização de ativos intangíveis relacionados com o plantel e outros créditos.
Já o passivo atingiu os 515,1 milhões de euros, uma subida de 8,5%, explicada principalmente por valores em dívida a fornecedores e outros credores. A dívida líquida fixou-se nos 199,4 milhões de euros, registando uma ligeira subida de 1,3% face ao final do último exercício.
Os números demonstram uma estrutura financeira estável, ainda que com desafios ao nível do endividamento.
