Luisão: «Dói ver o Benfica sofrer nas mãos de quem tenta apequená-lo»

Luisão voltou a falar — e quando fala, o universo benfiquista escuta. O antigo capitão das águias manifestou publicamente a sua preocupação com a postura do clube perante a acusação de racismo feita por Vinicius Júnior a Gianluca Prestianni, considerando que o momento vivido na Luz é mais do que desportivo: é moral.

«Adesão imediata» contestada

O histórico central brasileiro mostrou-se surpreendido com aquilo que descreveu como uma adesão imediata ao discurso do jogador acusado, sem que, na sua perspetiva, tivesse havido um esforço claro para apurar todos os factos após uma denúncia de tamanha gravidade no Benfica.

Através das redes sociais, Luisão assumiu não conseguir esconder a inquietação perante a reação institucional, sublinhando que o Benfica sempre se afirmou como um clube de valores e responsabilidade histórica.

Crise «moral» na Luz

O antigo capitão recordou a sua chegada ao Benfica em 2003, numa altura em que o clube atravessava uma das maiores crises desportivas da sua história. No entanto, considera que o momento atual é diferente — e, no seu entendimento, mais grave.

Para Luisão, o clube enfrenta agora uma crise moral, levantando questões diretas: de que lado está o Benfica? Quer enfrentar o problema de frente ou prefere ignorá-lo? O ex-defesa foi claro ao afirmar que o racismo não é uma opinião, mas sim uma chaga que deve ser combatida com firmeza.

Apelo à grandeza histórica

Às portas de mais um aniversário do Benfica, Luisão afirmou ser doloroso ver o clube “sofrer nas mãos de quem tenta apequená-lo moralmente”, reforçando que a instituição que conheceu e defendeu dentro de campo sempre esteve do lado certo da história.

Num tom emotivo, mas firme, deixou ainda a convicção de que o tempo acabará por esclarecer posições e responsabilidades. A mensagem é clara: a grandeza do Benfica mede-se não apenas nos títulos, mas também nos princípios que escolhe defender.

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