Rui Borges analisou o triunfo do Sporting frente ao Estoril (3-0) e abordou vários temas quentes da atualidade leonina, desde a condição física de Pote até ao clássico com o FC Porto e ao sorteio europeu frente ao Bodo/Glimt.
— Análise ao jogo?
“Entrámos fortes, criámos desconforto e não deixámos o Estoril ganhar confiança com bola. Fizemos dois golos cedo. Na segunda parte falhámos muitos passes e o Estoril cresceu. A defesa esteve muito bem, sobretudo o Gonçalo Inácio, que fez dos melhores jogos. Quem entrou trouxe calma e ficámos melhores com bola.”
— Porque não jogou Pote? Estará disponível frente ao FC Porto?
“O Pote não se sentia a 100%. Estava convocado e apto, mas optámos por não arriscar. Deve estar disponível para o clássico. Gosto de ouvir o atleta e gerir com precaução.”
— O terceiro golo, construído por Nuno Santos e Bragança?
“Infelizmente as lesões fazem parte do futebol. O trabalho do Bragança foi excecional e o passe do Nuno parece fácil porque é ele a fazer. Vai levar tempo a voltar ao melhor nível, mas vai conseguir. É importante tê-los dentro do relvado.”
— João Simões começa a perder espaço?
“Não. Entrou antes do Dani. Tem a ver com o adversário. O Morita fez um grande jogo e está a recuperar forma. O Simões e o Bragança entraram muito bem.”
— Luis Suárez faz esquecer Gyokeres?
“Nada disso. Conto com os que tenho. O Suárez fez grande jogo, apesar de ter perdido mais bolas do que é habitual. Ele é o espelho do coletivo.”
— Luís Guilherme é indiscutível?
“Não há indiscutíveis. Está a crescer e tem muito talento, mas precisa continuar a trabalhar. Está no bom caminho.”
— Sorteio com o Bodo/Glimt?
“É uma grande equipa que já ganhou a clubes importantes na Europa. Não foi um sorteio fácil. Temos de respeitar muito o adversário.”
— Clássico com o FC Porto e arbitragem?
“Os jogos estão difíceis para todos. Queremos defender o título, mas vamos jogar contra o líder. Não vi o lance polémico. Não falo de arbitragens.”
