Frente ao actual campeão europeu, as águias exibiram organização, frieza e eficácia, impondo-se a um adversário repleto de estrelas que acabou por sucumbir à intensidade e ao oportunismo da equipa encarnada.
Resumo do encontro
O Real Madrid foi o primeiro a marcar, aos 30 minutos, com Kylian Mbappé a confirmar o seu estatuto de estrela mundial. A resposta do Benfica foi imediata e reveladora de carácter: aos 36 minutos, Andreas Schjelderup restabeleceu a igualdade, incendiando o Estádio da Luz.
Já em período de compensação da primeira parte, aos 45+5 minutos, Vangelis Pavlidis consumou a reviravolta ao converter com sucesso uma grande penalidade, levando o Benfica em vantagem para o intervalo.
Na segunda parte, o domínio encarnado tornou-se ainda mais evidente. Aos 54 minutos, Schjelderup bisou na partida e colocou o resultado em 3-1, confirmando uma exibição de enorme maturidade competitiva. O Real Madrid ainda reduziu aos 58 minutos, novamente por Mbappé, mas nunca conseguiu recuperar o controlo do jogo.
O momento mais surreal da noite surgiu já nos descontos. Aos 90+8 minutos, o guarda-redes Anatoliy Trubin marcou o quarto golo do Benfica, selando o resultado num lance histórico que ficará para sempre na memória dos adeptos.
A frustração madrilena culminou num colapso disciplinar, com as expulsões de Raúl Asencio aos 90+2 minutos e de Rodrygo aos 90+7.
Impacto na Liga dos Campeões
Esta vitória tem repercussões profundas no percurso europeu do Benfica. Bater o Real Madrid por dois golos de diferença coloca as águias como uma das equipas em maior destaque nesta edição da prova, reforçando as ambições de chegar longe na competição.
Em termos classificativos, os três pontos conquistados frente a um adversário de topo europeu são determinantes para assegurar uma posição privilegiada na fase de liga, com impacto directo no acesso aos oitavos de final e na gestão de futuros cruzamentos.
Do lado madrileno, a derrota representa um revés estratégico significativo, agravado pelas duas expulsões, obrigando a equipa de Carlo Ancelotti a reajustar planos e a recuperar terreno sem peças-chave nos próximos compromissos europeus.
Valorização de activos e impacto de mercado
No plano financeiro e de mercado, a noite foi igualmente histórica. A exibição de Andreas Schjelderup projeta-o de forma definitiva no radar europeu, provocando uma valorização imediata do seu passe junto de clubes das principais ligas.
Para o Benfica, este triunfo reforça a imagem de clube formador, competitivo e financeiramente sustentável, aumentando receitas associadas à UEFA, exposição mediática global e potencial de futuras mais-valias em transferências.
A Luz viveu uma noite de glória absoluta, numa vitória que engrandece o Benfica, o futebol português e a própria história da Liga dos Campeões.
