Antigo jogador do Sporting defende que Lamine Yamal fez a escolha errada
A decisão de Lamine Yamal em representar a seleção de Espanha continua a gerar reações em Marrocos. O jovem extremo do Barcelona, que podia optar entre as duas seleções devido às suas origens familiares, acabou por escolher a equipa espanhola, deixando um sentimento de frustração no país africano.
Um dos que lamenta publicamente essa escolha é Mustapha Hadji, antigo jogador do Sporting e uma das maiores figuras do futebol marroquino. Em declarações ao Al Arabiya Sports, o ex-internacional considera que o carinho que Yamal receberia em Marrocos seria incomparavelmente maior.
“Mesmo jogando por Espanha, ele nunca será tão acarinhado como seria pelos marroquinos. Se tivesse escolhido Marrocos, tudo teria sido diferente”, afirmou Hadji, sublinhando que o talento do jovem teria um impacto ainda mais marcante ao serviço da seleção africana.
O antigo médio, que representou o Sporting na época 1996/97 e soma 63 internacionalizações e 13 golos por Marrocos, recordou ainda comentários feitos na imprensa espanhola, onde se dizia que jogadores como Pedri despertam maior identificação junto dos adeptos.
“Isso demonstra que ele errou na escolha. Gostaria muito que tivesse optado por Marrocos”, acrescentou Hadji, atualmente com 54 anos, frisando que, independentemente da decisão tomada, Yamal continuará sempre ligado às suas raízes marroquinas.
Por seu lado, o próprio jogador do Barcelona já explicou publicamente as razões da sua opção. Apesar de reconhecer a importância de Marrocos — que recentemente alcançou as meias-finais do Campeonato do Mundo —, Yamal garante que nunca teve grandes dúvidas.
“Cresci em Espanha e sempre sonhei jogar um Campeonato da Europa. O futebol europeu tem maior visibilidade e permite lutar por títulos de grande dimensão. Tenho muito carinho por Marrocos, que também é o meu país, mas senti que Espanha era o caminho certo”, afirmou o jovem internacional.
Enquanto isso, Marrocos prepara-se para iniciar a sua participação na próxima Taça das Nações Africanas, mantendo o estatuto de uma das seleções mais competitivas do continente e com ambições renovadas após o histórico desempenho no último Mundial.
