Pena máxima para 'serial killer' do Algarve: José Mascarenhas condenado por matar e queimar mulher
O Tribunal de Faro condenou José Mascarenhas, conhecido pela imprensa como o “serial killer do Algarve”, à pena máxima de 25 anos de prisão pelo homicídio qualificado de Josielly Rodrigues, uma mulher brasileira de 25 anos que se dedicava à prostituição. 1
Segundo o acórdão, o tribunal deu como provados vários crimes, incluindo homicídio qualificado, profanação de cadáver, furto, abuso de cartão na forma tentada e falsidade informática. A pena aplicada é o máximo permitido pela lei portuguesa. 2
O crime remonta a dezembro de 2022, quando Josielly Rodrigues saiu de Vilamoura para se encontrar com Mascarenhas. O seu corpo foi encontrado carbonizado três semanas depois em Santana da Serra, distrito de Beja. O tribunal concluiu que o arguido elaborou um plano para retirar os bens e cartões bancários da vítima, que tinha rendimentos elevados provenientes da sua actividade. 3
A juíza presidente do coletivo de juízes destacou que o arguido já tinha “antecedentes criminais por crimes de natureza diversa” e que o facto de ter estado preso anteriormente não serviu de factor dissuasor para a prática de novos crimes graves. 4
José Mascarenhas está ainda implicado noutros processos pelos quais poderá vir a ser julgado. Em agosto deste ano, o Ministério Público acusou-o pelo homicídio da motorista de TVDE Sandra Andrade, cujo corpo foi encontrado dentro de uma mala em Almancil. Esse julgamento ainda não tem data marcada. 5
A condenação agora proferida encerra um dos casos criminais mais mediáticos registados no sul do país nos últimos anos, com grande repercussão pública devido à gravidade dos factos e às consequências para a segurança e justiça em Portugal. 6
